Direitos Humanos e Psicologia

                   Blog do Clayton Severiano

sexta, 16/janeiro/2009 at 16:43

Filme: “Tempos Modernos”

Quando assisti ao filme Tempos Modernos (Modern Times) pensei muito sobre os meios de produção, sobre as opções que temos para ganhar a vida. A fábrica retratada por Chaplin simboliza as empresas, as corporações. Hoje são elas que controlam os meios de produção e por isso controlam a vida social, controla inclusive o Estado, pois este está a serviço delas. Já falei sobre isso aqui neste Blog no artigo “Festas de final de ano e Consumismo“, na qual indico o vídeo “A história das coisas”, e no artigo em que comento o Filme: “The Corporation“.

Embora as empresas tenham um poder esmagador, o gigante tem pés de barro: o que seria das empresas se não fosse o consumo? O consumo é o grande motor das empresas!

Vamos fazer aqui em exercício:

  • E se decidíssemos guardar nosso próprio dinheiro em casa, não depender de empréstimos e nem usar qualquer tipo de cartão ou cheque, o que seria do “grande banco”?
  • E se, de uma hora para outra, as pessoas decidissem, por exemplo, não beber mais nem uma gota de cerveja? O que seria da “grande cervejaria”?
  • E se reduzíssemos ao mínimo a necessidade de automóveis, utilizando mais transportes alternativos que não poluíssem tanto a natureza, o que seria das grandes montadoras de carro?

Embora esse exercício pareça absurdo, impensável, foi algo parecido que fez Gandhi com a “Marcha do Sal“, conclamando o povo a manifestar a sua indignação - de forma ativa, mas não violenta - diante do monopólio do sal indiano pelo estado britânico.

O pensamento de Gandhi foi muito simples: como é que 100 mil soldados britânicos conseguem controlar 350 milhões de indianos? A resposta: não é a imposição dos soldados, mas é a submissão dos indianos que dá aos britânicos tal poder!

Além do sal, que os indianos resolveram parar de comprar dos britânicos, as roupas (no caso indiano, o khadi, veste indiana) também começaram a ser tecidas pelos próprios indianos, que não mais as compravam dos britânicos.

Concluo esse meu comentário propositivo, com a seguinte frase de Gandhi:

No momento em que as leis dos poderosos são desobedecidas o poder desaparece”.

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